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Campanha salarial 2026: servidores municipais farão ato no Paço dia 12/1 às 8h

O Sindifort e as demais entidades que compõem a frente sindical Fersep For reuniram-se nesta quarta-feira, 7/1, para tratar da campanha salarial 2026.


Como o prefeito Evandro Leitão não cumpriu a data base dos servidores municipais, que ocorreu em 1º de janeiro, e nem apresentou nenhuma proposta de reajuste salarial para as categorias do serviço público municipal, as entidades vão intensificar a mobilização.


A reunião aprovou um calendário de mobilizações, já com um primeiro ato no Paço Municipal na segunda-feira,12/1, a partir das 8h30.


Nos dias 17, 24, 31 de janeiro e dia 7 de fevereiro, os sindicatos realizarão mobilização durante o pré-carnaval na Praia de Iracema. Será montada uma tenda na avenida Raimundo Girão, na altura do Ideal Clube. A tenda servirá como ponto de apoio aos manifestantes. Outras atividades e mobilizações em locais de trabalho serão incluídas no calendário.


A pauta de reivindicações da campanha salarial foi entregue à Prefeitura ainda no ano passado, dia 5 de novembro. Na entrega, a titular da Sepog, Carolina Monteiro, pediu prazo até 15 de dezembro para dar uma resposta durante reunião da Mesa Central de Negociação. Nessa data não houve resposta sobre o reajuste e outros pontos. Também não foi agendada nenhuma reunião neste ano, daí a urgência da mobilização.


O que reivindicam os servidores


Com relação ao reajuste, a reivindicação é “ Reajuste geral a partir de janeiro de 2026, a ser aplicado nas remunerações dos servidores e empregados públicos considerando: inflação consolidada de 2025, calculada pelo IPCA ( 4,41%), somada ao reajuste não concedido em 2021 (4,52%) e ainda o percentual de 3,0% referente ao aumento da contribuição previdenciária advinda da reforma da Previdência, ocorrida em 2021, totalizando assim um reajuste de 12,4%. Os servidores reivindicam ainda os valores monetários, devidamente corrigidos, equivalentes aos quatro primeiros meses que ficaram sem reajuste em 2025.


Outro ponto essencial da pauta é a reestruturação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). A maioria dos planos de cargos está com uma defasagem superior a 17 anos, o que acarreta perdas salariais e prejuízos diversos, como a ausência de promoções e progressões funcionais.


Na pauta constam ainda outras reivindicações importantes, como o reajuste do auxílio refeição para R$ 25,00 e fim do teto salarial para receber o auxílio; fim das cotas com somente duas consultas mensais no IPM Saúde e o aumento do teto para cobrança previdenciária dos aposentados e pensionistas, nivelando com o que é praticado pelo INSS.


Cobrança por pagamento de anuênios


Além disso, a pauta cobra do prefeito Evandro Leitão, a assinatura de acordo judicial para pagamento de anuênios atrasados. O anuênio é um adicional que reconhece o tempo de serviço do servidor público e se este cumprir determinados requisitos, faz jus anualmente a 1% sobre seu vencimento. Está regulamentado no Estatuto do Servidor (Lei Nº 6.794, de 27/12/1990).


Há 20 anos, mais de 7500 servidores ativos, aposentados e pensionistas aguardam que a Prefeitura cumpra a lei e regularize esse pagamento. São pessoas idosas, que em sua maioria recebem entre um e dois salários mínimos. Muitos, inclusive, estão doentes ou já faleceram sem ter os seus direitos reconhecidos. O prefeito já tem o aval do Cogefor e da PGM para assinar o acordo, faltando apenas vontade política


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