[NOTA] Sindifort e Intersindical repudiam ataques de Bolsonaro a cubanos do Mais Médicos
- 19 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Sindifort e Intersindical repudiam ataques de Bolsonaro a cubanos do Mais Médicos
O presidente eleito Jair Bolsonaro segue causando transtornos e atacando direitos dos trabalhadores, dos servidores e da população carente, antes mesmo de assumir. No último dia 14 de novembro, ele atacou o programa federal Mais Médicos, que desde 2013 vem suprindo a carência de médicos nos municípios do interior e nas periferias das grandes cidades brasileiras.
, Bolsonaro impôs uma série de condições aos médicos cubanos que atuam no programa, forçando o Ministério da Saúde de Cuba (MSC) a se retirar do Mais Médicos. Conforme o Ministério, o posicionamento de Bolsonaro afronta o acordo firmado entre a Organização Pan-Americana da Saúde e os governos brasileiro e cubano, uma vez que questiona a formação e a preparação dos médicos, impõe a revalidação do diploma para a permanência deles e coloca a contratação individual como única via de atuar no programa. Após a posição do governo cubano, Bolsonaro continuou os ataques. Com a repercussão extremamente negativa da saída dos médicos cubanos e pressionado por prefeitos de todo o Brasil, ele jogou a batata quente para Temer, que prometeu substituir os 8.332 médicos cubanos que trabalhavam nas regiões mais remotas e pobres do Brasil por médicos brasileiros. É importante destacar que médicos formados em instituições de educação superior brasileiras sempre tiveram prioridade na seleção e ocupação das vagas do programa. Entretanto,
. Sem os médicos cubanos, especialistas acreditam que o Brasil não tem como repor essa força de trabalho, podendo deixar dezenas de milhões de brasileiros sem atendimento médico. Só no Ceará, a saída de Cuba do Mais Médicos afeta 448 profissionais que atuam em 118 municípios. Preocupados com as localidades onde os médicos cubanos desempenham importante papel para a saúde básica,
.
Em respeito aos mais de 28 milhões de cidadãos que serão afetados, o Sindifort e a Intersindical - Central da Classe Trabalhadora repudiam a forma irresponsável como o presidente eleito vem tratando pautas tão importantes como a saúde, demonstrando total desconhecimento da realidade de vida do povo brasileiro e da importância de programas como o Mais Médicos para garantir o mínimo de dignidade a tantos homens, mulheres e crianças de baixa renda. Afinal, como bem lembra a Constituição de 1988, saúde é direito de todos e dever do Estado.

Comentários